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Mostrando postagens de maio, 2018

“Cheque de Amor” e “O primeiro Pecado”

A partir da leitura dos contos “Cheque de Amor” e “O primeiro Pecado” e posteriormente de assistir ao vídeo de suas respectivas adaptações, pude notar quão complicada pode ser a realização de uma adaptação dramatúrgica para a televisão, principalmente no quesito de agradar o telespectador. Na primeira adaptação, “Cheque de Amor”, está foi mais fiel ao conto em si. De forma que houveram poucas alterações quando comparada a obra original, o que agradou mais o público e a mim mesma no momento da projeção. Neste conto, as alterações realizadas não alteraram a trajetória da história e não surpreenderam o leitor do conto, que sabia exatamente o que viria a seguir. Foi uma adaptação mais fiel. Na segunda adaptação “O Primeiro Pecado”, percebe-se algumas alterações mais marcantes no decorrer da história, provavelmente com o intuito de dramatizar a obra televisiva mais do que era ilustrado no conto em si, surpreendendo o telespectador. Também foi uma adaptação feita em um período mais lon...

“Os de verdade querem vidas de mentira e os de mentira querem vidas de verdade”

A frase acima, retirada do filme “A Rosa Purpura do Cairo” de Wood Allen pode ser analisada de acordo com a própria brincadeira do diretor ao longo do filme, pois tanto no filme como na vida real, as pessoas buscam por vidas fictícias ao irem ao cinema com o intuito de se envolver com a história transmitida, encontrar a “magia do cinema” de forma que possam esquecer seus problemas do mundo real, divertir e se distrair, encontrar seus próprios fantasmas interiores e saírem ilesas da sala escura, mesmo após passarem por situações de medo e dor junto com os protagonistas, pois nos filmes o pior pode acontecer, mas após aproximadamente duas horar o filme tem fim e tudo é resolvido, mas a vida de verdade continua inalterada. Apesar disso, o filme de Wood Allen nos mostra outra perspectiva “os de mentira querem vidas de verdade”, em que os personagens dos filmes buscam constantemente por algo a mais, que tem um desejo interior de poderem realizar coisas a mais do que o que encontram em s...

Análise do Filme: "Little Miss Sunshine"

“Há dois tipos de pessoas nesse mundo, vencedores e perdedores”. Está é a frase que inicia o filme estadunidense de 2006 “Little Miss Sunshine”. Este foi dirigido por Jonatham Daylon e Valerie Faris, além de que foi gravado com baixo orçamento e em apenas 30 dias, no Arizona e no sul da Califórnia. É um clássico filme independente de estrada, que retrata uma família disfuncional em uma situação considerada excêntrica. Sendo assim, é um filme inserido no gênero das “Tragicomédias”, pois é um filme que apresenta diversos pontos de drama e de tensão, mas que ao mesmo tempo, que são tão sem sentido que geram o aspecto cômico da situação e da narrativa no geral.             O filme foi indicado a quatro Oscars, vencendo as indicações de Melhor Roteiro Original e de Melhor ator Coadjuvante para Arkin que interpretou o personagem do avô da família, Edwin Hoover. Além de vencer também o Independet Spirit Award de Melhor Filme; entre...

Análise do filme: Nós que nos amávamos tanto

“ Nós que nos amávamos tanto” é um filme Italiano de Ettore Scola de 1974, ganhador do Prémio César de melhor filme estrangeiro. O filme foi produzido retratando uma Itália durante e depois da Resistência Italiana, o movimento contra o fascismo, fazendo também, uma homenagem ao movimento neorrealista com criticas a governo autoritário da época.             A resistência italiana ao fascismo é considerada historicamente o fenômeno europeu de maior amplitude contra a ocupação alemã, é um movimento que surge com estratégias de guerrilhas e após a invasão alemã no país em 1943.             Este contexto histórico é retratado no filme de forma que os personagens discutem sobre a política, costumes sociais e formas de vida e tratamento da época, tentando se reestabelecer com seus dilemas cotidianos no mundo pós guerra, com a resistência ao nazismo e o engajamento político nos an...

Crítica ao filme: O Ato de Matar, dirigido por Joshua Oppenheimer. (2014)

Banalização da Violência No documentário de Joshua, o diretor cria relações entre o público e os protagonistas do longa ao colocar em frente as câmeras, verdadeiros gangsters, dispostos a relatar suas experiências de massacres contra os comunistas na ditadura da Indonésia. Esses relatos são surpreendentemente feitos com intensa tranquilidade e naturalidade, gerando ainda mais desconforto no espectador, possibilitando perceber a verdadeira banalização da violência por estes assassinos, que encenam como em um teatro formas de morte, gerando incômodo e a sensação de que podemos presenciar mais uma verdadeira cena de tortura em frente as câmeras, realidade que nunca se concretiza. Porém, cenas chocantes são sabiamente interrompidas por cenas dos gangsters conversando naturalmente, rindo, contando piadas e dançando como se não importasse tudo que fizeram no passado e que pudessem voltar a fazer tranquilamente. A forma de Joshua de realizar seu documentário é de muita destreza e ...

Por Dentro da Produção do Longa-Metragem de Selton Mello: O Filme da Minha Vida

O Filme da Minha Vida é um filme nacional brasileiro, do gênero drama e ficção, em que suas etapas de produção até de distribuição foram de 2015 à 2017. Filme dirigido por Selton Mello, sendo o terceiro filme do diretor. Selton Mello também roteirizou junto de Marcello Vindicatto e também atuou como personagem coadjuvante no papel de Paco, amigo íntimo da família de Tony Terranova, o protagonista do filme; além de inovar suas produções ao chamar atores pouco conhecidos, como no caso deste longa, do renomado ator francês que interpreta Nicolas, o pai de Tony, Vincent Cassel. Contou ainda com uma Produção de Vania Catani, parceira profissional de Selton Mello, produção executiva de Leonardo Edde junto de Vania Catani e Direção de Produção de Renato Pimente; profissionais que contaram com o auxílio de diversas empresas que se associaram ao filme como co-produtoras, entre elas: Urca Filmes, Globo Filmes, Bananeira Filmes, esta última que entrou no projeto como responsável legal...