“Cheque de Amor” e “O primeiro Pecado”
A partir da leitura dos contos
“Cheque de Amor” e “O primeiro Pecado” e posteriormente de assistir ao vídeo de
suas respectivas adaptações, pude notar quão complicada pode ser a realização
de uma adaptação dramatúrgica para a televisão, principalmente no quesito de
agradar o telespectador.
Na primeira adaptação, “Cheque de
Amor”, está foi mais fiel ao conto em si. De forma que houveram poucas
alterações quando comparada a obra original, o que agradou mais o público e a
mim mesma no momento da projeção. Neste conto, as alterações realizadas não
alteraram a trajetória da história e não surpreenderam o leitor do conto, que
sabia exatamente o que viria a seguir. Foi uma adaptação mais fiel.
Na segunda adaptação “O Primeiro
Pecado”, percebe-se algumas alterações mais marcantes no decorrer da história,
provavelmente com o intuito de dramatizar a obra televisiva mais do que era
ilustrado no conto em si, surpreendendo o telespectador. Também foi uma
adaptação feita em um período mais longo de vídeo, o que remetia a possibilidade
de acréscimo de mais informações e elementos que fossem importantes no decorrer
da narrativa.
A partir da análise das duas
adaptações, cheguei à conclusão que na maioria das vezes, o leitor quando busca
assistir ao filme do texto/livro/conto lido, busca uma adaptação fiel ao que
leu e ao que imaginou no momento da leitura. Porém, uma adaptação nunca será
100% fiel ao texto, devido à necessidade de cumprir horários e de transmitir
todas as emoções dos personagens apenas com as imagens e sem a descrição que
existe nos livros.
Adaptações televisivas podem ser
mais complicadas de acordo exatamente com o nível de descrição existente no
texto escolhido. Mas sempre é possível a realização de ótima obras, levando ao
público uma nova visão do que foi anteriormente visto e lançando um desafio ao
roteirista do projeto.
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