Por Dentro da Produção do Longa-Metragem de Selton Mello: O Filme da Minha Vida
O Filme da Minha Vida é um filme nacional brasileiro, do gênero drama e ficção, em que suas etapas de produção até de distribuição foram de 2015 à 2017. Filme dirigido por Selton Mello, sendo o terceiro filme do diretor.
Selton Mello também roteirizou junto de Marcello Vindicatto e também atuou como personagem coadjuvante no papel de Paco, amigo íntimo da família de Tony Terranova, o protagonista do filme; além de inovar suas produções ao chamar atores pouco conhecidos, como no caso deste longa, do renomado ator francês que interpreta Nicolas, o pai de Tony, Vincent Cassel.
Contou ainda com uma Produção de Vania Catani, parceira profissional de Selton Mello, produção executiva de Leonardo Edde junto de Vania Catani e Direção de Produção de Renato Pimente; profissionais que contaram com o auxílio de diversas empresas que se associaram ao filme como co-produtoras, entre elas: Urca Filmes, Globo Filmes, Bananeira Filmes, esta última que entrou no projeto como responsável legal pelo projeto; além do próprio Selton Mello.
O filme foi baseado na obra literária “Um Pai de Cinema” do autor chileno Antonio Skármeta, obra que foi publicada originalmente em 2010 e que foi a principal inspiração de Selton Mello para a realização do longa-metragem, de forma que de acordo com o diretor, foi o próprio escritor quem propôs a ideia do filme e que ganhou uma participação especial, como Esteban Coppeta.
Além da participação de Antonio Skármeta e do próprio Selton Mello no longa, o filme contou ainda com um casting intenso, exigindo os atores adaptarem a linguagem da época, alguns tinham de ter sotaque italiano, isto quando não tinham que ser realmente fluentes na língua, como era o caso do próprio Paco, e de Tony Terranova que é professor da língua.
A contratação de inúmeros figurantes de várias idades, desde crianças e jovens nas escolas, até adultos e velhos caminhando pelas cidades foi de extrema importância para a produção do filme como um todo, que conta com uma imensa variedade étnica, resultado do trabalho de um profissional de produção da figuração.
O longa foi gravado nos meses de abril e maio de 2015 na Serra Gaúcha do Brasil, nas cidades de Cotiporã, Veranópolis, Bento Gonçalves, Garibaldi, Farroupilha, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, se utilizando de casas do século XIX, estradas rurais, pontes, rios e ferrovias dessas locações. Algumas destas construções foram adaptadas cenograficamente para se adaptar ao período da narrativa, já que a trama se passa no sul do Brasil na década de 1960, nas duas cidades fictícias, Remanso e Frontera.
Estas locações ficaram sob responsabilidade de um produtor de locação, que teve que viabilizar e realizar um imenso trabalho de pesquisa para encontrá-las, além de oficializar a liberação dos proprietários para sua utilização e adaptação de suas fachadas para os anos 60. Algumas delas são: A Maria Fumaça, um trem turístico movido a vapor que vai Carlos Barbosa a Bento Gonçalves, que teve um vagão adaptado para o filme. A escola em que Tony ensina francês, onde encontramos um pátio repleto de crianças e da cena de dança das jovens, que foi gravada no pátio da Escola Estadual Santo Antônio, em Garibaldi. A residência do protagonista com sua mãe fica em Monte Belo do Sul, cidadezinha de Porto Alegre. O Rio das Pedras, o local onde Tony e Luna fazem um autorretrato é, na verdade, o Rio das Antas, entre Bento Gonçalves e Cotiporã. O cinema “Roxy”, de Frontera, é na realidade, a casa paroquial do município de Cotiporã, cujo interior do foi filmado na Casa das Artes, em Bento Gonçalves. O prostíbulo é a sede da Associação dos Moradores de Cotiporã. O restaurante é situado na cidade de Garibaldi. E é na famosa estrada de chão entre Garibaldi e Santa Tereza, que Tony, aprende a andar de bicicleta.
A ambientação como um filme de época ilustra ainda a necessidade de um intenso trabalho da Direção de Arte para adquirir todos os objetos utilizados ao longo do filme, como equipamentos eletrônicos ainda funcionando (rádio, vitrola, carrilhão, câmeras analógicas), além de inúmeros carros antigos e uma variedade de figurinos para atender a todos os figurantes que aparecem ao longo da trama.
Todos os atores e figurantes precisaram assinar um contrato para que sua imagem e voz pudesse ser utilizada no filme, tarefa que foi realizada por um produtor de casting, além de se atentar para não ferir os direitos autorais de nenhuma música utilizada, brasileiras e francesas, nem da utilização de imagens e sons de arquivos, como do som do jogo de futebol que ouvimos em um momento saindo do rádio, o trecho do filme Rio Vermelho que é exibido no cinema local e o cartaz de Rainha do Glamour.
Também é da responsabilidade do produtor executivo a realização do orçamento do filme, e a partir disso buscar os patrocínios financeiros e de busca de recursos para viabilizar sua produção, dentre os patrocínios adquiridos, alguns deles são: Bancos, Vilma alimentos, Governo do Rio Grande do Sul, Badesul desenvolvimentos, que visa o desenvolvimento do segmento turístico de Rio Grande do Sul, entre outros.
Outro fator que teve influência no orçamento do filme, também foi a pós produção, utilização de efeitos especiais no filme, como a cena em que Tony Terranova aparece flutuando, cenas das filmagens da frente do trem e por fim, a necessidade da correção de cor, visto o fato de que filme tem um aspecto quente e de fazenda, mesmo tendo tido dificuldades na produção por ter sido gravado em um período extremamente chuvoso do Rio Grande do Sul.
Por fim, o Filme da Minha Vida foi um filme de 450 mil reais foi pago pelo governo do Brasil através da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) em 2015, recebendo ainda em 2016 mais 768 mil reais do Fundo Setorial do Audiovisual para sua distribuição nos cinemas, chegando oficialmente aos cinemas em 03 de agosto de 2017, com 1 hora e 53 minutos de duração e uma classificação iniciativa para maiores de 14 anos.
Para a divulgação do filme foram produzidos 2 trailers e 1 teaser cujas empresas responsáveis foram: Europa Filmes, MGM e Orion Pictures ambas para distribuição internacional e exportação, além da Vitrine Filmes e Rio Filmes que foram responsáveis para distribuição nacional.
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