Bohemian Rhapsody é mesmo tudo isso??
Ontem Fui ver a este filme do Queem com uma pessoa muito especial e que de fato também tem grande potencial para critico de cinema.
Admito que foi assistir ao filme esperando muito mais devido aos inúmeros comentários idolatrando o filme como maravilhoso de todos que eu perguntava se já haviam visto, como sugestões de como este filme pode ir para o Oscar, de como eu posso ainda não ter visto, entre outros, e de fato... fui ao cinema muito tempo depois de sua estreia, momento em que o longa ainda apresenta na grande maioria dos cinemas brasileiros muitos horários disponíveis e até uma nova versão do filme "Cantando Junto"
Mas será que Bohemian Rhapsody é realmente tão bom assim?
Não me julguem, mas eu não achei... E vou explicar por que.
No inicio do filme, ao ver a primeira cena do longa, logo nos deparamos com o nome deste, muito antes dos créditos, até ai tudo bem, mostra a importância do nome e tecnicamente a importância desta música em especifico para o filme.
Porém... ao meu ver não é um filme sobre o Queem, é um filme sobre Freddie Mercury, é um filme que apenas conquistou o público pela fama da banda pelo mundo, onde é difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma música do Queem, é um filme sobre lições de moral, da importância dos amigos, a importância de se ter uma família, a importância de acreditar nos seus sonhos, mas ao contrario do que nos é prometido, não é um filme biográfico, não é um documentário.
O longa em si começa extremamente rápido, apresentando rapidamente o contexto e ja pulando em poucos minutos para o inicio efetivo de Queen quando Freddie entra para a banda, o resto do filme se passa lentamente, mostrando a jornada de Freddie dentro da banda e seus dilemas pessoais. É um filme baseado na vida de Freddie e de fato é interessante ver como as músicas supostamente foram compostas, é fascinante ser transportado para a década de 80 com a arte, o casting e com toda certeza uma produção muito bem feita e extremamente cara.
Mas o segundo ato se torna lento, ao ponto que nos cansamos de assistir um longa tão extenso, as cenas dramáticas, nos são apresentadas de uma maneira que não nos identificamos com Freddie e assim não sofremos com ele, apenas já sabemos que o filme terá um final feliz, para chegamos a terceiro ato, ja sabendo o que iremos presenciar e ao mesmo tempo que animados, também cansados pelo longa nos apresentar o show de 20 minutos completo do Queen e apresentar neste momento a banda como protagonista, o que durante a maior parte do primeiro e segundo ato era apenas Freddie, nesse momento apresentam Queen como o salvador da patria, o responsável por todo o sucesso do show, logo no momento seguinte em que sabemos que ele estaria acompanhando de outros diversos artistas incríveis no palco.
Não procuro com esse texto desmerecer Freddie Mercury ou o Queen, realmente acho a banda incrivelmente fascinante e também me vi cantando e dançando as músicas ao longo do filme. Mas realmente acredito que o roteiro e a forma e que a narrativa foi montada não fazem jus ao Queen e nem a tudo que estão dizendo sobre o filme.
O que acho sobre isso, é algo que realmente me disseram e que faz todo o sentido. Em 2018, qualquer coisa, seja um filme ou não que abordar o tema da homossexualidade, tem grande potencial de bilheteria, e com certeza os diretores e produtores do filme não deixaram esta informação passar. Pois apesar da relação de Freddie ser importante para uma biografia dele, não era para ser o foco de Bohemian Rhapsody, mas acaba tomando grande parte da narrativa, o que a torna ainda mais lenta. Além de ser a primeira noticia que aparece na tela após o termino do filme e antes dos créditos. Que Freddie continua com seu namorado até o fim da vida, seguida da noticia de quando foi a morte dele e apenas por ultimo uma noticia sobre a banda Queen e a importância da musica Bohemian Rhapsody para esta.

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